O Centro de Atendimento à Saúde do Idoso (CASI) inaugurado no dia 16 de setembro de 2008. Realiza Atendimento Domiciliar ao Idoso e Curso de Cuidador. Informações: Carol Moura e-mail: ccarolmmoura@yahoo.com.br
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Violência Psicológica Contra Idosos
“Saber e não fazer é ainda não saber” (Antigo Provérbio).
MINAYO, Maria Cecília de Souza; Violência Contra Idoso: Relevância para um Velho Problema. Cad Saúde Púb. 2003.
Autora: Ana Caroline Moura Cabral / Graduada em Psicologia - FTC/Itabuna.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
prevenção para idoso
Maceió recebe centro de prevenção para idoso
ENSP, publicada em 13/01/2009
O site de notícias Alagoas 24 Horas informou, no dia 9 de janeiro, que o estado ganhará um Centro Integrado de Atenção e Prevenção da Violência contra a Pessoa Idosa agora em 2009. O acompanhamento desses centros está a cargo do 'Observatório Nacional do Idoso', uma iniciativa da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, em parceria com o Centro Latino-Americano de Estudos de Violência e Saúde Jorge Careli (Claves/ENSP/Fiocruz) e uma das integrantes do Claves, Ana Elisa Bastos, estará, no mês de fevereiro, em Maceió para uma avaliação técnica do centro.
Confira, no arquivo em anexo, a íntegra da matéria e clique aqui para saber mais sobre o Observatório Nacional do Idoso.
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Claves participa de estratégia para enfrentar violência contra idosos
ENSP, publicada em 19/12/2008
Criado em junho de 2008, por meio de uma iniciativa da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, em parceria com o Centro Latino-Americano de Estudos de Violência e Saúde Jorge Careli, da Escola Nacional de Saúde Pública (Claves/ENSP/Fiocruz), o Observatório Nacional do Idoso se constitui em um dispositivo de observação, acompanhamento e análise das políticas e estratégias de ação de enfrentamento da violência contra a pessoa idosa. O Observatório é mais uma das iniciativas da ENSP, que busca ampliar o acesso e a saúde dessa população. Acompanhe, a seguir, a entrevista que a pesquisadora do Claves, Kathie Njaine, concedeu ao Informe ENSP sobre a criação e os objetivos do Observatório Nacional do Idoso.
Informe ENSP: Como e com qual objetivo o Observatório Nacional do Idoso foi criado?
Kathie Njaine: O Observatório foi lançado no dia 18 de junho de 2008, em Brasília, por meio de uma iniciativa da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH/PR), em parceria com o Centro Latino-Americano de Estudos de Violência e Saúde Jorge Careli, da Escola Nacional de Saúde Pública (Claves/ENSP/Fiocruz). Ele se constitui em um dispositivo de observação, acompanhamento e análise das políticas e estratégias de ação de enfrentamento da violência contra a pessoa idosa, funcionando como um espaço permanente e interativo de intercâmbio de informações entre as equipes dos Centros de Atenção e Prevenção à Violência contra a Pessoa Idosa e demais usuários.
Informe ENSP: Como funcionam os centros de Atenção e Prevenção à Violência contra a Pessoa Idosa?
Kathie Njaine: Foram implantados 20 Centros no país a fim de desenvolverem diversas atividades de atenção aos idosos em situação de violência. Esses serviços têm um papel importantíssimo na prevenção dos maus-tratos e no apoio à pessoa idosa vítima de violência e a seus familiares. Eles fazem parte de uma das estratégias do Plano de Enfrentamento da Violência contra a Pessoa Idosa (2007/2010), da SEDH, por meio da Subsecretaria de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos.
Informe ENSP: Em qual estágio está a construção dos Centros?
Kathie Njaine: Cada centro está em diferente etapa de construção. Alguns acabaram de ser implantados e outros estão atuando plenamente consolidando suas ações, criando parcerias e se tornando serviços de referência em suas regiões. É importante ver que a construção desses centros é um passo fundamental em relação à proteção dos direitos humanos dos idosos.
Informe ENSP: O Portal do Observatório Nacional do Idoso já está em pleno funcionamento. Quais são suas características?
Kathie Njaine: O portal é uma iniciativa inovadora e relevante nessa temática. Ele contém informações sobre os Centros Integrados, as análises e pesquisas relacionadas à atenção e prevenção à violência contra a pessoa idosa, um fórum de discussão, notícias, links de interesse, fale conosco e uma biblioteca digital com artigos, clipplings, manuais e cartilhas, bem como relatórios e monografias sobre o tema. Além disso, possui uma área de notícias gerais com textos sobre qualidade de vida, promoção da saúde e violência contra idosos. Outro aspecto é que cada Centro terá sua página e será responsável por abastecê-la.
Informe ENSP: Qual avaliação você faz desses primeiros seis meses de funcionamento do Observatório?
Kathie Njaine: Precisamos ganhar mais visibilidade para poder contribuir com o debate sobre essa grave questão social. Contamos com todos para a divulgação do Observatório e participação nos nossos fóruns de discussão. Também gostaríamos de receber sugestões e críticas para melhorar o nosso trabalho.
Informe ENSP: Quem faz parte da equipe do Observatório?
Kathie Njaine: A equipe do Observatório é composta dos integrantes do Claves: Maria Cecília de Souza Minayo, Kathie Njaine, Ana Elisa Bastos Figueiredo, Edinilsa Ramos de Souza, Adalgisa Peixoto Ribeiro, Luciana Mangas de Araújo e Danúzia da Rocha de Paula.
Claves participa de observatório para acompanhar estratégias de enfrentamento da violência contra o idoso
ENSP, publicada em 03/07/2008
Uma iniciativa da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República em parceria com o Centro Latino-Americano de Estudos de Violência e Saúde Jorge Careli, da Escola Nacional de Saúde Pública (Claves/ENSP/Fiocruz), criou um dispositivo de observação, acompanhamento e análises das políticas e estratégias de ação de enfrentamento da violência contra a pessoa idosa. O Observatório Nacional da Pessoa Idosa funcionará como um espaço permanente para o intercâmbio de informações entre as equipes dos 18 Centros Integrados de Atenção e Prevenção à Violência contra a Pessoa Idosa espalhados pelo país.
O Observatório é uma das ações conjuntas entre a Secretaria de Direitos Humanos e o Claves - que também irá monitorar os Centros Integrados - cujo objetivo é cumprir o Plano de Ação para Enfrentamento da Violência contra a Pessoa Idosa, documento criado por uma equipe técnica do Claves, composta das pesquisadoras, Maria Cecília de Souza Minayo, Edinilsa Ramos de Souza, Ana Elisa Bastos Figueiredo e Kathie Njaine, com apoio de diferentes ministérios e da Secretaria.
O Observatório foi lançado no dia 18 de junho de 2008, em Brasília. Por meio do acompanhamento dos Centros Integrados de Atenção e Prevenção à Violência contra a Pessoa Idosa, o Claves e a Secretaria irão trabalhar no monitoramento das políticas voltadas para os idosos no país, além de dar visibilidade ao trabalho dos centros, que são constituídos por diversos profissionais que atuam na área de assistência aos idosos. "Nossa previsão é que o Observatório também divulgue notícias, não só de violência contra os mais velhos, mas de qualidade de vida, promoção da saúde e assuntos de interesse de todo o país", revelou Kathie Njaine.
O Portal do Observatório Nacional do Idoso contém informações sobre os Centros Integrados, as análises e pesquisas relacionadas à atenção e prevenção à violência contra a pessoa idosa, um fórum de discussão, notícias, links de interesse, fale conosco e uma biblioteca digital com artigos, clipplings, manuais e cartilhas, além de relatórios e monografias sobre o tema. "Temos uma área de notícias gerais, com textos sobre a qualidade de vida, promoção da saúde e violência dos idosos. Outro aspecto é que cada Centro terá sua página e será responsável por abastecê-la", afirmou Luciana Mangas de Araújo, que também gerencia o Observatório em conjunto com Kathie e Ana Elisa Bastos Figueiredo, também do Claves.De acordo com Kathie Njaine, cada centro está em diferente etapa de construção. Alguns acabaram de ser implantados e outros já são consolidados em atenção ao idoso em situação de violência. "É importante ver que a construção desses centros é um passo fundamental com relação à proteção dos direitos humanos dos idosos. Esses trabalhos servem de referência para discutir as políticas públicas voltadas para prevenção da violência contra a pessoa idosa", atestou. Além disso, a pesquisadora enfatizou a participação dos diferentes ministérios na elaboração do Plano de Ação para Enfrentamento da Violência contra a Pessoa Idosa. "O Ministério das Cidades, por exemplo, pode contribuir com a questão da mobilidade dos idosos. Eles podem contribuir com o espaço urbano, as calçadas, o planejamento da cidades. Hoje não podemos deixar de pensar na circulação da pessoa idosa, por conta da grande população que o país tem. Em 2005, segundo dados do IBGE, tínhamos 18 milhões de idosos no país. Isso representa quase 10% da população brasileira, e a tendência é crescer, pois a expectativa de vida da população está maior".
A equipe do observatório é composta dos integrantes do Claves: Maria Cecília de Souza Minayo, Kathie Njaine, Ana Elisa Bastos Figueiredo, Edinilsa Ramos de Souza, Adalgisa Peixoto Ribeiro, Luciana Mangas de Araújo, Danúzia da Rocha de Paula e Marcelo da Cunha Pereira.
Violência contra idosos é tema de observatório criado pelo Claves
ENSP, publicada em 19/12/2008
Criado com a função de observar, acompanhar e analisar as políticas e estratégias de ação para o enfrentamento da violência contra a pessoa idosa, o Observatório Nacional do Idoso completou seis meses de existência, em dezembro de 2008, com o objetivo de crescer ainda mais e se tornar, de fato, um espaço permanente e interativo de intercâmbio de informações entre as equipes dos Centros Integrados de Atenção e Prevenção à Violência contra a Pessoa Idosa, que estão em funcionamento e em implantação no país. Além disso, o observatório possui um Portal, que busca promover a comunicação entre os usuários dos Centros e pessoas interessadas no tema.
O Observatório é uma iniciativa da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH/PR), em parceria com o Centro Latino-Americano de Estudos de Violência e Saúde Jorge Careli, da Escola Nacional de Saúde Pública (Claves/ENSP/Fiocruz). Atualmente, cerca de 20 Centros estão funcionando no país, desenvolvendo diversas atividades de atenção aos idosos em situação de violência. Esses Centros constituem-se em uma das estratégias de ação do Plano de Enfrentamento da Violência contra a Pessoa Idosa (2007/2010), da SEDH, por meio da Subsecretaria de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos.
De acordo com a pesquisadora do Claves e integrante da equipe do observatório, Adalgisa Peixoto Ribeiro, o Portal do Observatório, apesar de conter informações sobre os Centros Integrados, análises e pesquisas relacionadas à atenção e prevenção à violência contra a pessoa idosa, ainda carece de mais acessos por parte da população. "Como qualquer recém-nascido de seis meses, o Portal busca ter mais visibilidade. Apesar de possuir diversos itens, como um fórum de discussão, notícias, links de interesse, fale conosco e uma biblioteca digital com artigos, clipplings, manuais e cartilhas, além de relatórios e monografias sobre o tema, nosso desafio é investir mais na sua divulgação", afirmou a pesquisadora.
A equipe do Observatório é composta dos integrantes do Claves: Maria Cecília de Souza Minayo, Kathie Njaine, Ana Elisa Bastos Figueiredo, Edinilsa Ramos de Souza, Adalgisa Peixoto Ribeiro, Luciana Mangas de Araújo, Danúzia da Rocha de Paula e Marcelo da Cunha Pereira.
sábado, 29 de novembro de 2008
Pesquisador da ENSP assume presidência do Conselho Nacional dos Direitos do Idoso
ENSP, publicada em 28/11/2008
O pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública, José Luiz Telles, assumiu, no final de outubro de 2008, a presidência do Conselho Nacional do Direito do Idoso (CNDI). Coordenador da Área Técnica da Saúde do Idoso do Ministério da Saúde desde 2006, Telles ficará no cargo por dois anos, e sua gestão será pautada pelo fortalecimento das instâncias locais de controle social e a percepção de que a população idosa deve ser a principal protagonista dos movimentos sociais.
O pesquisador foi indicado pelo ministro da saúde, José Gomes Temporão, para ficar à frente da presidência do CNDI no biênio 2009/10. Ele, que na Área Técnica da Saúde do Idoso participou do lançamento do Guia Prático para Cuidadores de Idosos, do Programa Nacional de Formação de Cuidadores de Idosos, da Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa e do Caderno de Atenção Básica em Envelhecimento da Saúde da Pessoa Idosa, entre outras coisas, considera a indicação como um reconhecimento do trabalho que o ministério vem fazendo durante esses últimos anos para colocar em prática todas as diretrizes que constam na Política Nacional da Saúde da Pessoa Idosa.
O conselho nacional tem como objetivo elaborar as diretrizes, instrumentos, normas e prioridades da política nacional do idoso, bem como controlar e fiscalizar as ações de execução. O CNDI é representado por 14 membros do governo e 14 representantes da sociedade civil.
De acordo com Telles, o trabalho do conselho será pautado no fortalecimento das instancias locais de controle social, isto é, fortalecer os Conselhos dos Direitos do Idoso dos Estados e fazer com que esses conselhos estaduais fomentem a construção dos Conselhos Municipais de Saúde do Idoso. Uma segunda questão é que o movimento social possui vários segmentos, como a assistência social e o cuidado com os deficientes. Dessa forma, o CNDI deverá explorar a interface entre a saúde e esses campos. "Uma terceira questão importante é o próprio papel do conselho na formulação de diretrizes. Devemos acompanhar a aplicação das políticas públicas e fazer o monitoramento dessas políticas no sentido de sempre buscar aperfeiçoar e ampliar as conquistas sociais".
Telles ainda informou que, nos dias 18, 19 e 20 de março de 2009, haverá a realização da II Conferência Nacional de Direitos do Idoso, em Brasília. Seiscentos delegados de todo o país irão avaliar os avanços das políticas publicas e o que é preciso fazer para melhorá-las. "Essa conferência será um marco no processo de protagonismo da pessoa idosa e para fortalecermos, cada vez mais, as instâncias de participação social da pessoa idosa".
sábado, 22 de novembro de 2008
Brasil terá 40% dos idosos da América Latina em 2025
O Brasil e em especial a gerontologia - ramo que reúne profissionais e serviços especializados em pessoas da terceira idade - não estão preparados para receber o número de idosos que num futuro próximo farão parte da sociedade. Esta preocupação levou o Conselho Federal de Psicologia a realizar o Seminário Nacional Envelhecimento e Subjetividade: Desafios para uma Cultura de Compromisso Social, que termina hoje, após dois dias de reuniões, em Brasília. "Em 2025 teremos, em território nacional, 40% do total de idosos da América Latina", informa a psicóloga e membro do Conselho Nacional dos Direitos do Idoso, Christina Veras.
"Este seminário tem o propósito de abrir um debate entre a psicologia, profissionais e gestores do setor público sobre a necessidade de ampliar as políticas ligadas aos idosos, de forma a influenciar no bem-estar e na produtividade desta que será uma parcela cada vez mais significativa de nossa população", explica a representante da comissão organizadora do seminário.
Segundo Veras, algumas entidades ligadas à questão constataram, nas últimas décadas, uma diminuição dos cuidados dirigidos aos idosos em seus lares. "Quem cumpria este papel eram as mulheres, que ficaram mais ausentes após terem se inserido no mercado de trabalho."
A gerontologia é um ramo composto por profissionais das mais diversas áreas, especializados em serviços e produtos dirigidos aos idosos. "Praticamente todas as profissões podem ter especialização nessa área que, sem a menor dúvida, é um campo muito promissor para o Brasil, tanto na gestão pública quanto no setor privado".
A expectativa dos organizadores é a de - com troca de informações, diálogo e interlocuções - criar uma rede de compromissos envolvendo profissionais que, em geral, atuam de forma independente.
Ao final será preparado um documento no qual os cerca de 130 participantes assumem compromissos com o objetivo de melhorar o funcionamento das instituições de longa permanência para idosos, além de, no caso daqueles que têm acentos no Conselho Nacional do Idoso e no Conselho Nacional dos Direitos Humanos, adotar maior fiscalização sobre as gestões.
FONTE: http://br.noticias.yahoo.com/s/22112008/25/manchetes-brasil-tera-40-dos-idosos.html
domingo, 2 de novembro de 2008
Respeito aos cabelos brancos
O rápido envelhecimento da população brasileira, seguindo tendência mundial, e a maior dependência do rendimento do idoso no sustento familiar torna muito oportuno o debate sobre a situação desses cidadãos na sociedade.
O Brasil, que durante décadas foi apontado como um país jovem, vai, aos poucos, enxergando uma imagem mais madura na frente do espelho. Segundo o Censo de 2000, do IBGE, menos da metade da população (49,7%) está abaixo dos 24 anos. Em 1991 eram 54,2% nessa faixa etária e 4,3% dos brasileiros acima de 60 anos eram chefes de família. Hoje, 5,3% dos idosos são responsáveis pela sobrevivência familiar.
Nossa cultura valoriza muito a juventude, pelo histórico de país jovem e, sobretudo, por conta dos recentes estudos que apontam o grande potencial de consumo dos adolescentes.
Vincular maior alegria e prazer de viver ao jovem é um argumento de nosso cotidiano – na família, na mídia e nas campanhas de marketing – mas que se acentua no contexto de uma sociedade global de característica hedonista e fundamentada na cultura do descartável.
O preconceito contra o idoso está presente nessa sociedade e, com freqüência, é manifestado pela falta de sensibilidade e de solidariedade, numa atitude em que torna depreciativo o destino inevitável de todos nós: sermos testemunhas do tempo.
Envelhecer é o exercício de viver, tanto que nas sociedades orientais é entendido como sabedoria. De forma oposta, no ocidente, é notado pela alteração de algumas funções orgânicas. O próprio adjetivo “velho” nos dicionários figura como: obsoleto, antiquado e gasto pelo uso, mas esquecemos que na linguagem coloquial “meu velho” traduz camaradagem, confiança, amizade e companheirismo – este é o real significado do envelhecimento.
Na sociedade atual, em que o tempo e a velocidade ditam a ordem e a intensidade das relações, o idoso tem seu próprio ritmo, o que não quer dizer que seja menos competente. Existem limitações sim, que são plenamente superadas pela experiência. Ver o idoso como problema é ter uma visão míope do próprio futuro.
Ao reunir os maiores especialistas do país, em diversas áreas, renomados internacionalmente, este guia visa a promover a melhor compreensão do idoso, pelos familiares, pela comunidade e pelo próprio, com orientações para um envelhecimento sadio e harmonioso.
O médico carioca Alexandre Kalache, doutor em saúde pública pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, e coordenador do Programa de Envelhecimento e Saúde da Organização Mundial de Saúde (OMS), aponta que para assegurar o envelhecimento saudável é preciso investir não apenas em políticas de saúde, mas também em educação, programas sociais e até no meio ambiente. Não adianta convencer as pessoas de que ser sedentário não é uma boa, se elas vivem numa cidade violenta, com iluminação inadequada, com péssimo transporte público. Essas são condições que tornam o idoso vulnerável, mesmo que esteja saudável. Ele pode tropeçar num buraco da calçada, por exemplo, e, para evitar riscos, não sair de casa. Isolado e sem conseguir caminhar, a qualidade de vida só pode piorar. Qualquer projeto de envelhecimento deve envolver diversos setores e sensibilizar toda a população, de jovens a velhos.
Acredito que precisamos de um esforço coletivo para fazer com que as pessoas tenham a percepção de que vivemos um momento sem precedentes na história, que é o envelhecimento rápido de todas as populações do mundo e em particular as dos países do Terceiro Mundo. Segundo a OMS, nunca houve o fato de um país ser pobre e estar envelhecendo. Os países desenvolvidos primeiro ficaram ricos, depois envelheceram. Os países em desenvolvimento estão envelhecendo antes de ficarem ricos.
Esse é mais um desafio para a sociedade brasileira. Vejo com otimismo as iniciativas e as campanhas de marketing dirigidas ao cidadão da terceira idade, que denotam a inserção do idoso no prazer de consumir, de seguir moda, de ter produtos voltados às suas necessidades, de ter acesso ao crédito - sem críticas, sem marginalização e com muito respeito.
Este Guia faz parte da Série Serasa Cidadania, que entre tantas outras publicações anteriores, sinaliza com o mesmo sucesso, em seus propósitos de cidadania e civilidade, alcançado pelo Guia Serasa de Orientação ao Cidadão - Saiba como evitar a inadimplência e garantir o seu futuro; pelo Guia Serasa de Orientação ao Cidadão - Saiba como reduzir o risco de se tornar vítima da violência; pelo gibi Dinheiro não é brincadeira (para crianças) e pelos livros Vencedor não usa Drogas, do psicólogo Edson Ferrarini, e Direitos do Portador de Necessidades Especiais, de Antonio Rulli Neto.
Elcio Anibal de Lucca
Presidente da Serasa
Relação de filmes que possibilitam a discussão sobre o envelhecimento
Vitória Kachar – pesquisadora mentora
Os filmes estão em ordem alfabética:
Não se espante se o médico lhe prescrever um filme, além do remédio
A Balada de Narayama, Japão, 1983, 128 min.
A eternidade e um dia - Mia eoniotita ke mia mera, Grécia/França/Itália, 1998, 130 min.
A Família Savage
A última grande lição - Tuesdays with Morrie, 1999 para TV (livro: A Última Grande Lição - O Sentido da Vida - Mitch Albom, Ed. Sextante)
Antes de Partir – (The Bucket List, EUA, 2007, 97 min)
Ao Entardecer (Evening)- EUA e Alemanha, 2007, 117 min
Arte de Viver - Pushing hands, China, 1992
As Coisas Simples da Vida - Yi Yi / A One and a Two, JAP-TAW/2000, 73 min
As confissões de Schmidt - About Schmidt, EUA, 2002, 125 min.
As pontes de Madison - The Bridges of Madison County, EUA, 1995, 135 min.
Baleias de agosto - The Whales of August, EUA, 1987, 91 min.
Banhos – Xizhao, China, 1999, 92 min.
Buena Vista Social Club, ALE-EUA-FRA-CUB/1999, 101 min.
Chega de Saudade
Chuvas de verão – Brasil, 1977, 86 min.
Cocoon - EUA – 1985, 118 min.
Coisas do Amor - Never Again – EUA, 2001, 97 min.
Colcha de retalhos - How to Make an American Quilt, EUA, 1995,
Conduzindo Miss Daisy - Driving Miss Daisy, EUA, 1989, 99 min.
Conversando com mamãe - filme de Santiago Carlos Oves
Copacabana, Brasil, 2001, 90 min.
Corra Lola, corra
Cowboys do espaço - Space Cowboys, EUA – 2000, 135 min.
Depois da Vida - After Life / Wandafuru raifu, Japão, 1998, 118 min.
Dois velhos mais rabugentos - Grumpier Old Men, EUA, 1995, 101 mi.
Duas Vidas - The Kid, EUA – 2000, 104 min.
Encontrando Forrester, Finding Forrester, EUA, 2000, 136 min
Estamos todos bem - Stanno Tutti Bene, EUA, 1989, 121 min.
Filhos da Natureza – Islândia, 1970, 120 min.
Garotas do Calendário - Calendar Girls, Reino Unido, 2003, 108 min.
Ginger e Fred - Ginger & Fred, Itália, 1985, 130 min.
Invasões bárbaras, As
"Irina Palm" polemiza com tabus sobre sexo e velhice
Íris - Inglaterra/EUA , 2001, 90 min.
Laços de ternura, Terms of Endearment, EUA, 1983, 131 min.
"Longe dela": a dolorosa batalha do amor contra o esquecimento
Madadayo – Madadayo, Japão, 1993, 134 min.
Matadores de Velhinha - Título Original: The Ladykillers. Gênero: Comédia. Tempo de Duração: 104 minutos
Meu pai, uma lição de vida - Dad, EUA, 1989, 117 min.
Morangos Silvestres, Smultronstället, Suécia, 1957, 91 min.
Morte
Num lago dourado – On Golden Pond, EUA, 1981, 109 min.
O barato de Grace - Saving Grace – 2000, EUA, 94min.
O Caminho para Casa/Wode Fuqin Muqin - China, 1999, 89 min.
O filho da noiva (ou o presente como tempo da delicadeza)
O indomável, assim é a minha vida - 110 min
“O tempero da vida”
Páginas da Revolução
Pão e Tulipas - Pane e Tulipani, Itália/ Suíça, 2000, 112 min.
Réquiem para um sonho - Requiem For a Dream, EUA – 2000, 102 min.
Romance da empregada - Brasil, 1988, 100 min.
Se tivéssemos tempo
Sete Pecados Capitais
Tempo redescoberto - Le Temps Retrouvé, França/Itália, 1999, 158 min.
Última gargalhada - Der Letzte Mann, Alemanha, 1924, 90 min.
Uma História Real - EUA – 1999, 111 min.
Whisky - Uruguai - 2003, 95 min.
FONTE: http://www.portaldoenvelhecimento.net/videoteca/videoteca.htm
seção trata de assuntos relacionados à saúde do idoso
Esta seção trata de assuntos relacionados à saúde do idoso.
(Programa para Preparação e Comemoração do Ano Internacional do Idoso - Nações Unidas, 1999)
(Programa para Preparação e Comemoração do Ano Internacional do Idoso - Nações Unidas, 1999)
Um raio-X do envelhecimento
Segundo a Síntese de Indicadores Sociais de 2005 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de pessoas no país com 60 anos ou mais era superior a 18 milhões em 2005 (o que representa quase 10% da população total).
Além disso, o número de pessoas com mais de 80 anos alcançou a marca de 2,4 milhões de pessoas, sendo a maioria delas mulheres. O Brasil também possui 11.422 pessoas com 100 anos ou mais, sendo 7.950 mulhrees e 3.472 homens.
A expecativa de vida ao nascer será de 78,3 anos em 2030, sendo que em 2005 essa expectativa era de 72,05 anos.
Idade Certa
Somente uma época da vida de cada pessoa
Em que é possível sonhar e fazer planos
E ter energia bastante para realizá-los, apesar de todas as dificuldades e obstáculos.
Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente, e desfrutar tudo com toda intensidade, sem medo nem culpa de sentir prazer.
Essa idade tão fugaz na vida da gente chama-se
PRESENTE
E tem a duração do instante que passa...
(Retirado do encarte do SESC- Rio de Janeiro)
Aprenda a curtir seus Anos Dourados
A idade causa a degenerescência das células... a velhice causa a degenerescência do espírito.
Você é idoso quando sonha... você é velho quando apenas dorme.
Você é idoso quando ainda aprende... você é velho quando já nem ensina.
Você é idoso quando se exercita... você é velho quando somente descansa.
Você é idoso quando tem planos... você é velho quando só tem saudades.
Para o idoso a vida se renova a cada dia que começa... para o velho a vida se acaba a cada noite que termina.
Para o idoso o dia de hoje é o primeiro do resto de sua vida... para os velhos todos os dias parecem o último de uma longa jornada.
Para o idoso o calendário está repleto de amanhãs... para o velho o calendário só tem ontens.
Que você, quando idoso, viva uma vida longa, mas que nunca fique velho.
Vovô...
Nelson sempre trabalhou como Motorista, sendo um desbravador do trecho Coaraci - Itabuna pela Sulba. Ele tinha um Clube do Bahia onde promovia festas, criou uma Banda Musical e fez um Trio Elétrico chamado "Trio Coaraci", sendo este um dos primeiros trios do Brasil, apelidado de "Casa de Pombo". Ele era também presidente da Sociedade dos Artistas de Coaraci que promovia diversão nos fins de semana. A Sociedade era localizada onde hoje está a Praça Nelson Moura, Fonte Luminosa.
Nelson Moura foi homenageado em meados da década de 90 quando em um projeto do vereador Gilson Moreira a Praça Tancredo Neves teve seu nome alterado para Praça Nelson Moura. Nesta praça existe a Fonte Luminosa que junto com toda a praça passou 12 anos abandonada, inclusive sem a colocação oficial do nome de Nelson Moura no local.
Foi em Abril de 2004 que a praça realmente ganhou o nome de Nelson Moura e toda a sua família pode presenciar a homenagem àquele que nos deixou em 22 de Setembro de 1988. A homenagem prestada pelo Governo Elivaldo emocionou a todos os familiares do clã dos Moura.
Nelson deixou como filhos: Tony da Silva Moura, José da Silva Moura, Edson da Silva Moura, Marcos Antônio da Silva Moura, Maria da Silva Moura, Ana Maria da Silva Moura, Neuza Maria da Silva Moura, Maria Carmem da Silva Moura, Célia Maria da Silva Moura, Márcia Maria da Silva Moura e Maria D'Ajuda da Silva Moura, diversos netos, bisnetos e recentemente podemos registrar os seus tataranetos.
A família conta-nos que ele representou um grande exemplo de honestidade, dignidade, simplicidade, transmitindo para os seus o valor de encarar a realidade com educação e trabalho dizendo: "O Homem deve ter respeito para si mesmo" (Nelson Moura).
FONTE: http://www.portalmix.com.br/coaraci/hpersonalidades.php
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Dia Internacional do Idoso: ONU quer fortalecer os direitos das pessoas idosas.
1º de outubro -
ENSP, publicada em 01/10/2008
Em comunicado realizado nesta quarta-feira (01/10), a diretora executiva do Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa), Thoraya Ahmed Obaid, homenageia e chama atenção para a necessidade de se fortalecer os direitos das pessoas idosas em todo o mundo. "Hoje, no Dia Internacional das Pessoas Idosas, celebramos o aumento da expectativa de vida em muitas regiões do mundo como uma das maiores conquistas da humanidade", disse Thoraya.
Ela destacou a transição demográfica sem precedentes que está ocorrendo em todo o mundo, com o rápido crescimento do número de pessoas com 60 anos ou mais, e a conseqüente relevância do tema escolhido para a comemoração em 2008. "O tema deste ano para a data -'Direitos das pessoas idosas' - aponta para a urgente necessidade de se promover e proteger os direitos das pessoas mais velhas", enfatizou.
Atualmente, segundo ela, os casos de negligência e abuso contra essa parcela da população estão disseminados. "São particularmente preocupantes os milhões de pessoas idosas pobres, especialmente mulheres, que estão lutando sozinhas para sobreviver", afirmou, ressaltando: "Muitas pessoas idosas não têm qualquer proteção social para se apoiar - falta a elas acesso a serviços sociais básicos, como os cuidados em saúde".
Para Thoraya, é tempo de reconhecer as significativas contribuições feitas pelas pessoas mais velhas a nossas famílias, comunidades e sociedades. E é tempo de fazer mais para promover e proteger seus direitos humanos e liberdades. "As pessoas mais velhas estão entre os mais vulneráveis dos grupos populacionais", justificou.
"Este ano marca o 60º Aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Vamos utilizar esta oportunidade para fortalecer o diálogo entre gerações e renovar nosso compromisso para promover e proteger os direitos humanos para todos", finalizou.
No Brasil, Ministério do Desenvolvimento Social reforça importância do fortalecimento da proteção social aos maiores de 60 anosEm homenagem aos cinco anos do Estatuto do Idoso, no Brasil, e ao Dia Nacional do Idoso, que até 2006 era comemorado no dia 27 de setembro, mas que passou a coincidir com o Dia Internacional, de acordo com Lei assinada pelo presidente Lula, a secretária nacional de Assistência Social do MDS, Ana Lígia Gomes, comenta os resultados positivos alcançados sob a perspectiva da proteção social a idosos de todo o país
Segundo ela, em matéria publicada no site do MDS, o respeito aos direitos da pessoa idosa e o combate à violência e aos maus-tratos são alguns dos avanços consolidados pelo Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741/2003), que completa cinco anos nesta quarta-feira (01/10). "Apesar de, no campo da assistência social, o direito à proteção social ao idoso estar assegurado desde 1993, com a promulgação da Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS), o estatuto é uma conquista da sociedade brasileira, pois sua aprovação significou o reconhecimento do idoso como pessoa portadora de direitos", diz.
De acordo com Ana Lígia o estatuto também assegura garantias como preferência na formulação de políticas sociais e na destinação de recursos públicos; viabilização de formas eficazes de convívio, ocupação dos idosos e participação dos mais jovens neste contexto; prioridade no atendimento público e privado; permanência do idoso com a sua própria família; garantia de serviços especializados de abrigamento para os que estão em situação de vulnerabilidade, e garantia de acesso à rede de saúde, previdência e assistência social.
Para a secretária, o Benefício de Prestação Continuada de Assistência Social (BPC), direito amparado pelo Estatuto do Idoso e garantido pela Constituição Federal de 1988, é um dos principais destaques da Política Nacional de Assistência Social (PNAS). Coordenado pelo MDS, o BPC equivale ao pagamento de um salário mínimo mensal a idosos com 65 anos de idade ou mais, que não recebem aposentadoria, e a pessoas com deficiência (incapacitadas para o trabalho e para a vida independente). O benefício atende, em todo o País, atualmente, cerca de 2,8 milhões de pessoas, sendo 1,3 milhão de idosos.
População idosa - Estudos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), publicados na Síntese de indicadores sociais: uma análise das condições de vida da população brasileira 2008, destacam o aumento da população idosa. Segundo os dados, em 2007, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) revelou a presença de quase 20 milhões de idosos no Brasil, representando 10,5% do total da população. Na faixa etária de 70 anos ou mais, o total apresentado foi de 8,9 milhões de pessoas, correspondendo a 4,7% da população brasileira.
Para o IBGE, o aumento gradativo da população de 60 anos ou mais de idade no Brasil nos últimos anos "indica que o País se encontra em processo de envelhecimento populacional". Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul possuem juntos - ainda de acordo com informações da Síntese de indicadores sociais - cerca de 273 milhões de pessoas de 60 anos ou mais de idade, correspondendo a 40,6% da população idosa mundial.
Com experiência na área de políticas públicas e sociais, o doutor em sociologia e professor aposentado da Universidade de Brasília (UnB), Vicente Faleiros, avalia que o impacto de uma população idosa não se traduz em peso negativo, mas em estímulo ao turismo, à criação de emprego de cuidadores de idosos, à vida cultural e ao convívio entre as gerações. Faleiros acrescenta que, conforme defende a Organização das Nações Unidas (ONU), "é necessário que se promova o envelhecimento ativo, compreendendo tanto a participação dos idosos na sociedade e nas políticas como a atividade física e vida saudável".
Ilustrações: Cartilha Infraprev do Estatuto do Idoso
Fonte: Unfpa
FONTE: http://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/informe/materia/?matid=13378
Quedas interferem negativamente no processo de envelhecimento
ENSP, publicada em 01/10/2008
O efeito e as conseqüências das quedas na qualidade de vida dos idosos foram temas de um estudo realizado pelo Centro Latino-Americano de Estudos de Violência e Saúde Jorge Careli (Claves/ENSP/Fiocruz) em uma comunidade de baixa renda da cidade do Rio de Janeiro. A análise mostrou que há influência das quedas na qualidade de vida dos idosos estudados, e dentre as conseqüências mais citadas estão fraturas (24,3%), medo de cair (88,5%), abandono de atividades (26,9%), modificação de hábitos (23,1%) e imobilização (19%). Nesta quarta-feira (1/10), o Brasil comemora, pela primeira vez, o Dia Internacional da Pessoa Idosa com o Dia Nacional do Idoso, que, até 2006, era festejado em 27 de setembro.
"As quedas são freqüentes entre os idosos e trazem conseqüências que alteram negativamente a qualidade de vida dessas pessoas", afirmou Adalgisa Ribeiro, pesquisadora do Claves e uma das autoras da pesquisa.
Participaram do estudo 72 idosos com idade de 60 ou mais anos, dentre os quais 51,4% eram do sexo feminino, 20,8% moravam sozinhos e 37,5% admitiram ter caído no último ano. De acordo com Adalgisa, o processo de envelhecimento vem acompanhado por problemas de saúde físicos e mentais provocados, freqüentemente, por doenças crônicas e quedas. "A queda em pessoas idosas está associada à dificuldade de visão, auditiva, uso inadequado de medicamentos, dificuldade de equilíbrio, perda progressiva de força nos membros inferiores, osteoporose, dentre outras situações clínicas que culminam para maior probabilidade de uma pessoa idosa cair".
Além das conseqüências diretas da queda, os idosos restringem suas atividades devido a dores, incapacidades, medo de cair, atitudes protetoras de familiares e cuidadores ou até mesmo por aconselhamento de profissionais de saúde. Em 2005, ocorreram 61.368 hospitalizações por queda de pessoas com 60 anos ou mais de idade, de ambos os sexos, representando 2,8% de todas as internações de idosos no país e 54,4% das internações por todas as lesões e envenenamentos nesse grupo etário. No estado do Rio de Janeiro, o percentual de hospitalizações por queda entre os idosos atingiu 3,7% de todas as internações de idosos no estado. Na capital deste estado, foram 1.934 hospitalizações de idosos devido às quedas, expressando 6,5% das internações por todas as causas entre as pessoas nessa faixa etária e 60,5% de todas as lesões e envenenamentos que geraram hospitalizações entre esse grupo. "É preciso levar em consideração que essas foram as quedas mais graves e que exigiram cuidados hospitalares mais intensos, porém uma grande parcela desses eventos não leva o idoso a procurar os serviços de saúde por não apresentarem seqüelas tão graves como uma fratura ou algum outro tipo de ferimento", revelou a pesquisadora.
Números do Ministério da Saúde apontam que, a cada ano, o SUS tem gastos crescentes com tratamentos de fraturas em pessoas idosas. Em 2006, foram R$ 49.884.326 com internações de idosos por fratura de fêmur e R$ 20 milhões com medicamentos para tratamento da osteoporose. O levantamento também traz um histórico das internações por fratura de fêmur em idosos de 2001 a 2006. A quantidade de internações aumenta a cada ano, e as mulheres são as mais atingidas. Dentre as mulheres, foram 20 mil internações em 2006, e dentre os homens 10 mil. "Por causa da osteoporose, elas ficam mais vulneráveis às fraturas. Os homens caem, mas não fraturam tanto quanto as mulheres", explicou José Luiz Telles, coordenador da Área Técnica da Saúde do Idoso do MS e pesquisador da ENSP.
No estudo do Claves, do qual participaram 72 idosos, 41,7% possuíam de 60 a 69 anos, enquanto outros 41,7% tinham de 70 a 79 anos, e 16,6% compreendiam a faixa de 80 a 91 anos. Dentre eles, 37,5% admitiram ter caído no último ano e, dos que caíram, 70,4% referiram-se a uma só queda, enquanto 29,6% relataram mais de uma. "Além de fraturas, as quedas provocam uma série de outras conseqüências. O medo de voltar a cair passou a fazer parte da vida do idoso e foi referido por 88,5% dos 26 idosos que afirmaram haver tido alguma conseqüência. Dentre essas, destacaram-se o abandono de certas atividades (26,9%), a modificação de hábitos (23,1%) e a imobilização (19%)".
O estudo demonstrou que o local onde ocorre a queda parece estar relacionado com as habilidades que o idoso apresenta para realizar as tarefas da vida diária e com a idade. A maioria das quedas detectadas na pesquisa ocorreu na residência do idoso (59,5%), mas deve-se considerar os 40,5% dos casos ocorridos fora da residência. O trabalho também foi tema de um artigo na Revista Ciência e Saúde Coletiva, elaborado pelos pesquisadores Adalgisa Peixoto Ribeiro, Edinilsa Ramos de Souza, Soraya Atie, Amaro Crispim de Souza e Arthur Orlando Schilithz.
Gráfico: Revista Ciência e Saúde Coletiva
Guia Prático para Cuidadores de Idosos traz dicas de cuidados e auxílio à saúde
ENSP, publicada em 23/06/2008
Orientar a melhor forma de cuidar dos idosos, com dicas de exercícios e de auxílio à saúde, é o objetivo do Guia Prático para Cuidadores de Idosos, lançado em junho pelo Ministério da Saúde por meio da área técnica de atenção ao idoso, comandada por José Luiz Telles, pesquisador da ENSP. Com 65 páginas, o guia tem tiragem de 30 mil exemplares e será distribuído em todas as capitais brasileiras e municípios com mais de 500 mil habitantes. Acesse o guia na Biblioteca Multimídia da ENSP.
Segundo José Luiz Telles, o guia surgiu a partir da constatação de que cada vez mais o país conta com pessoas muito idosas precisando de auxílio e cuidados especiais. Quase 10% da população brasileira - 18 milhões - são indivíduos com 70 anos ou mais, chegando a quase um milhão e duzentas mil pessoas com 80 anos ou mais.
"Desse total, 50 a 60% não saem de casa para fazer compras, não fazem mais sua própria comida, além daqueles que não conseguem mais sair da cama sozinhos. O guia vem justamente para auxiliar essas pessoas que, muitas vezes, são os próprios familiares, quase sempre mulheres e já com idades mais avançadas", revela Telles. O guia serve também para orientação dos cuidadores formais, ou seja, aqueles que atuam em abrigos, asilos ou instituições de longa permanência dos idosos.
Contando com uma linguagem acessível, o manual ensina como dar banho, como lidar em casos de quedas, convulsões, oferece dicas para uma alimentação saudável e ainda como transferir um idoso acamado para uma cadeira. Todo esse trabalho vem contribuir com o objetivo de fazer com que o individuo chegue à maioridade e tenha uma qualidade de vida melhor.
José Luiz Telles participará nesta segunda-feira (23/06), a partir das 16 horas, do programa Sem Censura (TVE Brasil) falando ao vivo do Guia prático para cuidadores de idosos.
Clique aqui para fazer o download do manual ou acesse a Biblioteca Multimídia da ENSP.
Fatores demográficos, socioeconômicos e de saúde afetam desempenho físico dos idosos
A existência de variadas definições resultou na dificuldade de aplicação e utilização das informações. Foi necessário esclarecer, mais detalhadamente, o conceito e as medidas de incapacidade. "Existe uma enorme dificuldade na tentativa de mensurar e conceituar a incapacidade devido ao caráter multidimensional, dinâmico e complexo desse fenômeno. Não há um consenso entre os pesquisadores para identificar as populações de idosos com incapacidade", afirmou.
Com base na pesquisa, é possível afirmar que a incapacidade funcional diz respeito ao desempenho físico e pode ser definida pela dificuldade ou necessidade de ajuda para o indivíduo executar tarefas cotidianas básicas ou mais complexas, essenciais para a vida independente na comunidade e tarefas relacionadas à mobilidade.
Os idosos no Brasil constituem um grupo heterogêneo com características bastante peculiares. As grandes variações nas condições de saúde, no bem-estar, na capacidade funcional e nas necessidades de cuidado é o que distingue os diferentes grupos de idosos. "Descrever as características de saúde dos idosos foi uma tarefa complexa, porque pouco se sabe sobre como as várias condições se agrupam nessas populações. Os idosos possuem uma ampla variação das condições de saúde e de fatores de riscos", explicou.
A incapacidade funcional dos idosos está relacionada com fatores demográficos, socioeconômicos e de saúde. Entre muitas outras coisas, o estudo mostra que mulheres idosas são mais prováveis de apresentarem maior prejuízo funcional. Residir em áreas urbanas e morar acompanhado, bem como o aumento do nível educacional e da renda, por outro lado, são fatores relevantes para reduzir a probabilidade de o idoso reportar uma pior capacidade funcional.
"O estudo buscou reforçar a noção de que é imprescindível elaborar estratégias específicas voltadas para a manutenção ou recuperação da capacidade funcional dos idosos. Como, na maioria das vezes, é pouco provável reverter o quadro clínico, ou seja, eliminar as doenças, a abordagem da capacidade funcional se torna essencial para a promoção da saúde e do bem-estar, aumentando, assim, a qualidade de vida do idoso", finalizou Luciana.
FONTE: http://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/informe/materia/?matid=13376